Imagine o seguinte cenário: o sistema de ar-condicionado do seu edifício detecta um aumento sutil na vibração de um compressor. Em um prédio comum, isso passaria despercebido até a falha catastrófica. Em um Smart Building real, essa informação (dado operacional ou OT) viaja instantaneamente para o sistema de gestão, cruza com a agenda de ocupação das salas (dado de TI), verifica o custo da energia em tempo real e decide, autonomamente, reduzir a carga daquele equipamento e abrir um chamado técnico para o intervalo de almoço, quando o prédio estará vazio.
Parece ficção científica? Para muitos gestores de Facilities, ainda é. Mas a virada de chave para 2026 não está em instalar mais sensores, e sim na convergência entre IT (Tecnologia da Informação) e OT (Tecnologia Operacional). É o momento em que os dados deixam de ser ilhas isoladas e passam a conversar.
O Fim dos Silos: Quando a TI Encontra a Operação
Historicamente, a gestão predial e a gestão de TI caminharam em estradas paralelas. De um lado, a equipe de OT cuidava de chillers, geradores, elevadores e controle de acesso — o mundo físico, do “chão de fábrica” ou da infraestrutura predial. Do outro, a TI gerenciava servidores, redes, dados corporativos e ERPs.
Essa separação criou uma cegueira estratégica. O gestor de manutenção sabia que a máquina quebrou, mas não tinha visibilidade do impacto financeiro imediato no negócio. O diretor financeiro via o custo de energia subir, mas não conseguia correlacioná-lo com o comportamento de um ativo específico em tempo real.
A convergência IT/OT derruba esse muro. Ela integra o chão de fábrica (ou o subsolo do prédio) à sala de diretoria. Como apontado em discussões recentes no setor, como as promovidas pela ABRAFAC, a eficiência operacional do futuro depende dessa visão holística. Não se trata mais de consertar coisas, mas de gerenciar dados que representam coisas.
Transformando Dados em Decisões de Negócio
A grande promessa dos Smart Buildings para 2026 reside na capacidade de transformar terabytes de dados brutos em decisões simples e lucrativas. Quando integramos sistemas de automação predial (BMS) com plataformas de gestão de ativos robustas, o resultado é a inteligência preditiva.
Um exemplo prático é a gestão de energia. Sensores IoT (OT) monitoram o consumo. O software de gestão (IT) analisa esses padrões contra o histórico e identifica que um ativo está consumindo 15% a mais do que sua curva padrão, indicando desgaste prematuro. Antes que a conta de luz exploda ou o equipamento pare, a manutenção atua.
Essa é a essência da eficiência: resolver problemas que ainda nem aconteceram, com o menor custo possível.
O Papel do Manusis4 na Orquestração de Dados
Para que essa convergência aconteça, você precisa de um “maestro”. Não adianta ter sensores modernos se eles não falam com o seu sistema de ordens de serviço. É aqui que entra uma plataforma de gestão de ativos nativa digital.
O Manusis4 foi desenhado exatamente para esse cenário de complexidade. Ele atua como o hub centralizador, capaz de ingerir dados de sensores IoT, dialogar com sistemas legados e entregar painéis gerenciais claros na palma da mão da equipe técnica. Através da mobilidade e da integração plug-and-play, o Manusis4 garante que a informação flua sem barreiras entre a operação física e a gestão estratégica.
A tecnologia deixa de ser um custo para se tornar o principal ativo de valorização do imóvel e de retenção de usuários, garantindo conforto, segurança e sustentabilidade.
A convergência IT/OT não é uma tendência passageira; é o novo padrão de infraestrutura crítica. Quem continuar gerindo prédios com planilhas e sistemas isolados ficará refém da ineficiência e dos custos crescentes. Preparar sua operação para 2026 começa hoje, integrando seus mundos físico e digital em uma única fonte de verdade.
Quer saber como preparar sua estrutura para essa revolução? Conheça as soluções de Gestão de Ativos e Facilities da Manusis4.
